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Ninguém pode reclamar do ano que está acabando. Pelo menos quando o assunto é moda. Foi uma temporada pra lá de democrática, época em que o consumidor ficou livre pra fazer suas escolhas. Se o vestido reinou como nunca nas passarelas e nas ruas, o mesmo aconteceu com as calças, principalmente as jeans, que não perderam o seu espaço. No caso do vestido, ele foi uma peça dos extremos. Superlongo, supercurto, o vestido deixou que as mulheres decidissem o seu comprimento. E não foi só isso: ele foi ao mesmo tempo amplo, folgado, rodado, justo, coladérrimo, decotado, com alças, com manguinhas românticas. E terminou o ano esbanjando cores e estampas. Sobre as calças, quem não sabe hoje o que é uma skinny? As calças absurdamente justas continuaram vestindo mulheres e até os rapazes. A minissaia deu um tempo. Quem chegou arrasando foram os shorts, agora usados sem cerimônia, de dia, de noite, com rasteirinhas ou saltos poderosos. Tops e camisetas femininas se alongaram e ficaram mais folgadas, nada de blusinhas justas e curtas. O navy, o nosso antigo marinheiro, voltou com sucesso. As listras continuaram absolutas nas camisas masculinas, ainda estruturadas e mais curtas. Os acessórios deram um show: as big bolsas desfilaram nos ombros mais bacanas do pedaço. Mas a grande novidade do ano foi o retorno surpreendente da cintura alta nos shorts, calças e saias. Uma sinalização clara de que a mulher moderna e chic pode ir deixando de lado suas calças excessivamente baixas. Outra coisa: a calça skinny, aquela grudada, já tem uma rival de peso: a pantalona e as calças com as pernas e bocas mais folgadas. São os anos 70 voltando na moda. BOAS FESTAS a todos os leitores. |
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decidiu só receber em euros |
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