Brasil discute possibilidade de barrar entrada de refugiados venezuelanos

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Tema foi tratado em reunião com representantes de Casa Civil, Defesa, Justiça, Gabinete de Segurança Institucional, Saúde e Relações Exteriores; 17.865 venezuelanos pediram refúgio no País em 2017, aumento de 432% em relação ao ano anterior
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Carla Araújo e Daiene Cardoso / Brasília, O Estado de S.Paulo
31 Janeiro 2018 | 14h56
BRASÍLIA – Em razão da grave crise humanitária na Venezuela, o governo brasileiro estuda a possibilidade de restringir a entrada de refugiados do país vizinho. O fechamento da fronteira, entretanto, só seria colocado em prática após um recenseamento do número de refugiados que cruzaram a fronteira.

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O tema foi discutido nesta terça-feira, 30, em uma reunião com diversos representantes de ministérios como a Casa Civil, Defesa, Justiça, Gabinete de Segurança Institucional, Saúde e Relações Exteriores. Pelo direito internacional, refugiados são aqueles que cruzam as fronteiras dos países em busca de proteção, diante de uma situação de confronto ou de crise em seus países de origem Foto: GABRIELA BILO / ESTADÃO
De acordo com o Ministério da Justiça, os pedidos de refúgio têm crescido. Em 2016, foram 3.356 solicitações. No ano passado, o total registrado foi de 17.865 venezuelanos. Fontes com acesso as negociações ponderaram que o número é ainda mais expressivo já que “milhares” de venezuelanos entram sem qualquer registro.

A Casa Civil vai coordenar o trabalho de recenseamento, mas outras pastas farão um trabalho conjunto para tentar minimizar os danos a cidadãos venezuelanos e brasileiros de fronteira. Roraima é o Estado que mais tem sofrido com a entrada de venezuelanos.

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Segundo uma fonte ouvida pelo Estado, o fechamento de fronteira está “em discussão”, mas não há definição do prazo em que isso poderia ocorrer. A ideia do governo é tentar reunir o máximo possível de refugiados em uma única área para facilitar o mapeamento e propor soluções, como alternativas de trabalho e ofertas de vacinas, por exemplo.

Alguns representantes das pastas envolvidas já se deslocaram para a região de fronteira para tentar iniciar esse trabalho de recenseamento. A ideia do governo é conseguir uma alternativa “o mais breve possível”.

Pedidos
Ranking do Ministério da Justiça mostra que os venezuelanos foram os que mais pediram refúgio ao governo brasileiro no ano passado (17.865). Entre as nacionalidades que mais recorreram ao Brasil em 2017 solicitando refúgio estão os cubanos (2.373 pedidos), haitianos (2.362), angolanos (2.036), chineses (1.462) e senegaleses (1.221). Os sírios, que vivem anos de guerra civil em seu país, aparecem em sexto no ranking, com 823 pedidos de refúgio ao Brasil.

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