Banco Central reduz juros para 6,75% ao ano

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Foi a 11ª vez consecutiva que o Copom diminuiu a Selic

BRASÍLIA — Na primeira decisão do ano, o Banco Central resolveu cortar a taxa básica de juros de 7% ao ano para 6,75% ao ano. Foi a 11ª vez consecutiva que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic. A decisão foi unânime. Com ela, a autoridade monetária encerrou o processo de queda dos juros.

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“Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, o comitê vê, neste momento, como mais adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, disse o Copom por meio de comunicado, ressaltando que isso não está 100% garantido: “Essa visão para a próxima reunião pode se alterar e levar a uma flexibilização monetária moderada adicional, caso haja mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos”.

O processo de queda começou em outubro de 2016. Naquela época, o país tinha juros básicos de 14,25% ao ano, um patamar que vigorou por mais de um ano para conter a inflação que explodiu porque o país começou a gastar mais dinheiro do que tinha. Além disso, o governo resolveu repassar um aumento de preços de tarifas públicas represado antes da reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff como, por exemplo, o de energia elétrica. Em 2015, a inflação chegou a 10,67%. A meta era de, no máximo, 6,5%.

Atualmente, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em 3,02% nos últimos 12 meses. O número já leva em consideração a prévia dos 15 primeiros dias de janeiro. Em 2017, o índice ficou em 2,95%, abaixo do limite mínimo de 3% da meta. O BC argumenta que o motivo de ter descumprido o objetivo foi o forte choque positivo no preço dos alimentos por causa da super safra.

A decisão está em linha com o que esperava a maioria dos analistas do mercado financeiro. Os economistas apostam que, com a decisão, o BC encerre o ciclo de corte dos juros.

Como de costume, o BC listou os riscos que estão em seu radar: uma frustração da continuidade das reformas e de ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco, ou seja, pode aumentar os juros pagos no mercado financeiro. E isso pode contaminar a inflação de uma forma que fará com que o Copom tenha de elevar os juros básicos.

O Banco Central alertou que esse risco fica ainda maior com a possibilidade de haver uma “reversão do corrente cenário externo favorável para economias emergentes”.

O recado dado no comunicado é importante porque nesta semana houve uma grande turbulência no cenário global. É vista pela equipe econômica como uma amostra do que pode acontecer no futuro.

Por outro lado, o BC listou também riscos favoráveis que podem levar a inflação a ficar mais baixa que o esperado, como aconteceu no ano passado. Entre eles, está o efeito da queda nos preços de alimentos e da inflação de bens industriais em níveis correntes baixos. Há também a possível propagação do nível baixo de inflação nas perspectivas de inflação futura, ou seja, o empresário deixou o hábito de subir preventivamente o preço com medo da inflação, o que gerava uma alta generalizada.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/banco-central-reduz-juros-para-675-ao-ano-22375972#ixzz56SiZslzC
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